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Não. Se vou perder a minha posição e tornar-me dona de casa, quero saber porquê. -Por isso, faz já uma declaração. -Não. É uma questão legal. Acredita em mim. O silêncio é a minha segurança, à luz da lei. E o meu silêncio deve ser absoluto e extensivo a ti. Em suma, não confias em mim. Sou Cromwell, o Ministro da Justiça, o guardião da Torre. Pego na tua mão, pouso-a na Bíblia, na Cruz abençoada e digo: “Mulher, o seu marido fez alguma declaração sobre estes assuntos? “Lembre-se do perigo que corre a sua alma. Qual é a resposta?” Não. E assim deve permanecer. Falaste à Meg? Eu diria à Meg o que não te digo? A Meg tem o teu coração. Sei isso muito bem. Então, esta questão é perigos, se não contaste à Meg. Não creio. Não. Quando virem que me calo, vão querer que permaneça calado. Verás. Mas ele está calado, Mestre Secretário. Por que não deixá-lo assim? Eminência, não sendo vós um homem de letras Radio talvez não vos deis conta da dimensão da sua fama. O seu silêncio está a dar que falar por toda a Europa! Na Europa, é apontado como o inimigo do Rei. Disparate! Pode ser excêntrico, mas não traidor. Exatamente. E ligeiramente pressionado Radio Pode ser levado a aceitar. Só precisamos de uma breve declaração da sua lealdade Radio -à administração atual. -Continuo a dizer, não levantemos ondas. O Rei não concorda convosco. Que tipo de pressão achais que podeis exercer? Tenho provas de que Sir Thomas, quando era juiz, aceitou subornos. O quê? Raios! Foi o único juiz desde Cato que não aceitou subornos! Quando existiu um chanceler cujas posses, após três anos Radio totalizavam libras e um colar de ouro? Como dizeis, é prática comum, mas uma prática pode ser comum e permanecer um crime. Este crime pode mandar um homem para a Torre. Vem cá. Esta mulher chama-se Averil Machin. É de Leicester. -Apresentou um caso Radio -Um caso de posses. Cala a boca. No Tribunal de Petições, em Abril de . E tive um julgamento falso! Um julgamento corretíssimo da parte de Sir Thomas. -Não foi, não! -Fala a este senhor Radio sobre o presente que deste ao juiz. Dei-lhe uma taça. Uma taça de prata italiana que comprei em Leicester por xelins. Sir Thomas aceitou a taça? Sim, aceitou. Aceitou. Podemos corroborá-lo. Podes ir. -Na minha opinião Radio -Sai! -É esta a vossa testemunha? -Não. Por estranha coincidência, a taça foi parar, mais tarde, às mãos do Mestre Rich. Como? -Ele ofereceu-ma, Eminência. -Ofereceu-lha? Por quê? Um presente. Era amigo dele, não era? Quando foi que lhe deu esta coisa? Não me lembro exatamente. “Lembra-se” do que fez com ela? -Vendi-a. -Onde? -Numa loja. -A loja ainda a tem? Não. Perderam-lhe o rasto. Muito conveniente. Duvidais da palavra do Mestre Rich? Passou-me pela cabeça. Eis o recibo da venda. Essa vaca pôs o caso em tribunal em Abril. Isto tem a data de Maio. Ou seja, quando Thomas soube que a taça era um suborno, Iançou-a no esgoto mais próximo. Creio que os fatos sustentam essa interpretação. É um cavalo fora da corrida. É só uma tentativa de galope. Encontraremos algo melhor. -Não quero envolver-me. -Não tens alternativa. Como dizeis? O Rei deseja o vosso empenho nesta questão de Sir Thomas. Não me disse nada. A sério? A mim disse. Qual é o objetivo de tudo isto? Assim, já nos entendemos. Creio que é uma questão de consciência. O Rei quer que Sir Thomas abençoe o seu casamento. Se estivesse presente, ele nos pouparia problemas. Não assistirá à boda. No vosso lugar, tentaria persuadi-lo. Tentaria mesmo, se estivesse no vosso lugar. Estais a ameaçar-me? Meu caro Norfolk, não estamos na Espanha. Isto é a lnglaterra! Estivemos a cortar madeira verde. Usamo-la como combustível. Tenho uma carta para o vosso pai. Do Tribunal de Hampton. Deve responder a certas acusações perante o Secretário Cromwell. Ainda bem que viestes. O Mestre Rich registrará nossa conversa. Ainda bem que mo dizeis. Creio que já vos conheceis. De fato, sim. Somos velhos amigos. Tem uma bela toga. Acreditai em mim. Não, é pedir demais. Mesmo assim, deixai-me dizer-vos. Não tens admirador mais sincero do que eu próprio. Não, ainda não. Posso ouvir as acusações?



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