Rádio Cultural FM

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Radio cuja velhacaria o Rei não pode mais tolerar. E nós, seus leais caçadores, devemos agora conduzir estas raposas para fora da toca. Pai? Não arranjei um barco. O que é? Vão passar uma nova lei no parlamento. Com esta lei, vão aplicar um juramento Radio sobre o casamento. Quais são os fundamentos? -Alta traição. -Mas quais são as palavras? Que importam as palavras? Sabemos o que é. Diz as palavras. Um juramento é feito de palavras. É possível assumi-lo. Assumi-lo? Se puder ser assumido, também deves fazê-lo. Não! Escuta. Deus criou os anjos para revelarem esplendor. Como criou os animais pela inocência e as plantas pela simplicidade. Mas criou o Homem para o servir com devoção, numa mente confusa. Se nos faz sofrer ao ponto de não existir fuga possível, devemos manter-nos firmes o melhor que pudermos. Aí, podemos reclamar-nos campeões, se ainda tivermos saliva. Mas cabe a Deus, não a nós, levar-nos a dar esse passo. O nosso ato natural reside em fugir. Se puder assumir o juramento, fá-lo-ei. Para meu bem, desejava que pudesses fazê-lo. Nunca conduzi um homem à Torre com menos vontade. Obrigado. Isto é perverso. -Para onde desta vez? -Palácio de Richmond. Sentai-vos. Esta é a ª Comissão de inquérito ao caso Radio de Sir Thomas More, criada pelo Conselho de Sua Majestade. Tens algo a declarar? Não. -Já vistes este documento? -Muitas vezes. É a Lei de Sucessão. Eis os nomes daqueles que lhe prestaram juramento. -Como dizeis, já o vi antes. -Prestais-lhe juramento? Não. Temos de saber Radio Temos de saber ao certo se reconheceis os descendentes da Rainha Ana Radio como herdeiros do trono. O Rei no parlamento diz-me que são. -É claro que os reconheço. -Sois capaz de o jurar? -Sim. -Então, porque não presta juramento à lei? Porque há mais coisas na lei. Exato. Está exposto no preâmbulo que o anterior casamento do Rei Radio com Lady Catarina era ilegal Radio pois era viúva do irmão e o Papa não tinha autoridade para o sancionar. É isso que negais? É isso que contestais? É disso que não estais certo? Insultais Sua Majestade e o Conselho na pessoa do Sr. Arcebispo! Não insulto ninguém. Não assumo o juramento. Não vos digo por que não o faço. -Então, deve ser por traição! -Pode ser, não “deve ser”. É um pressuposto justo! A lei requer mais que pressupostos, requer fatos. Claro, não posso julgar a vossa posição legal no caso, mas até conhecer a base das vossas objeções Radio só posso adivinhar a vossa posição espiritual. Se desejas adivinhá-la, será irrelevante adivinhar as minhas objeções. Tens então objeções à lei? Isso já sabemos. Não sabes, não. Podes supor que tenho objeções, mas só saberás que não o jurarei Radio pelo que, legalmente, não podes continuar a atacar-me. Mas se tivesses razão em supor que tenho objeções, bem como Radio em supor que as minhas objeções são traição Radio a lei deixaria cortarem-me a cabeça. Sim. Muito bem. Tenho tentado explicar isso a Sua Majestade há algum tempo. Que confusão! Não sou um colegial. Não sei se o casamento foi legal ou não, mas, caramba, olhai para estes nomes. Não podeis fazer como eu fiz, e acompanhar-nos, por camaradagem? E quando morrermos e fordes para o céu por seguirdes a vossa consciência Radio e eu para o inferno por não seguir a minha, acompanhar-me-eis, por camaradagem? Então, aqueles que têm ali o seu nome estão condenados? Não tenho janela para ver a consciência de outro homem. Não condeno ninguém. -Então o assunto é questionável? -Certamente. Mas o vosso dever de obediência ao Rei não é questionável. Então, confrontai uma dúvida com uma certeza e assinai. Há quem pense que a Terra é redonda, há quem pense que é plana. É um assunto questionável. Mas se for plana, as ordens do Rei tornam-na redonda? E se for redonda, as suas ordens aplanam-na? Não, não assinarei. Dais mais valor à vossa própria dúvida do que às ordens do Rei? -Para mim, não tenho dúvida. -De quê? De que não prestarei juramento. Mas a razão por que não o faço, não a sacareis de mim. Posso vir a sacá-la por outros meios. Ameaçais como um rufião das docas. Como devia ameaçar? Como um ministro de estado, com justiça! É com a justiça que sois ameaçado. Então não estou ameaçado. Cavalheiros, posso ir deitar-me? Sim. O preso pode retirar-se como pretende. -A menos que vós Radio -Não vejo motivos para prolongar isto. Então, boa noite. Posso ter mais um ou dois livros? Por quê, tens livros? Sim. Não sabia, não deveria ter. Posso ver a minha família? Não. Capitão! Mestre Secretário? Já ouviu o preso falar do divórcio do Rei, da supremacia Radio -ou do casamento do Rei? -Nem uma palavra. Se o fizer, repetir-mas-á. Claro. Amanhã de manhã, retire os livros ao preso. É necessário? Em relação a este caso, o Rei está a ficar impaciente. -Convosco. -Com todos nós. A impaciência do Rei atingirá um ou dois duques. Sir Redvers Llewellyn demitiu-se. O Procurador Geral de Gales. O seu lugar está vago. Dissestes que podia dirigir-me a vós. Agora não. Tem de submeter-se. Torturem-no. Não. A consciência do Rei não o permitirá. Temos de encontrar outra solução. Pai! Valha-me Deus, puseram-vos aqui? -Não, é uma visita. -Uma visita breve.



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