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-Posso sentar aqui? -Brincadeira! Viemos por sua causa! Falou deste lugar, e nós viemos. Estão aqui em Marrakech. -Que memória! -Inacreditável! -O quê? -Você teve filho! -Tive. Acabou de dormir. -Pegou no sono. Teve filho? Safadinhos! Saíram da agência? Pois é… É uma longa… Longa história. Mas não podemos contar agora. Prazer em vê-los! Jeff, um favor. Chegue um pouquinho pra direita. -Claro. -Obrigado. Estou pasmo, gente. Isso é… Não se vire agora, mas há caras de barrete no balcão atrás de você. -Deus! -Pedi que não virasse. Pedi claramente que não virasse. Falou de caras com barrete. No Marrocos, há barretes. É humano virar pra ver. -Não acha? -Amor. Estragamos o disfarce deles. -Não. -O quê? -Vamos dar de mamar. -Desculpem. -Estragamos o disfarce? -A mamadeira. Por favor. -Segura a bolsa? -Segura o neném? -Não surte. É um boneco. -E as crianças? Estão ótimas. Tenho fotos. -Depois. -Karen, como… Ponha aqui e mostre. Pra eu saber com que lido. Entendi. Viu o que é? -Quero que respire. -Tudo bem. -Vai conseguir. -Já fez isso. Em três… Se abaixem e se protejam. Um, dois… Jesus, Jeff! Todos pro chão agora! Todos pro chão! Saudades deles. Eu também. A pensão é sacada mensalmente por transferência eletrônica. Não posso descobrir onde sem um mandado. Ele não pode dirigir nem pilotar. Só se usar nome falso. Ordem de prisão? Ficha limpa. Um cara tão difícil de achar deve ter feito algo! A ficha dele está limpa. Então como achamos esse Reacher? Só vai achar esse cara se ele quiser ser achado. Com licença. Um tal de Jack Reacher quer vê-lo. Em que posso ajudá-lo? James Barr. Já o viu. Conhece-o de onde? Por que não estava sob proteção? Foi um descuido. Parece que foi jogado aos lobos! Pode ser. Mas não dá para desfazer. E agora? Ele está em coma. Será julgado quando acordar. Se acordar. É a sua vez, Reacher. Por que ele o chamou como testemunha? Não acredito nisso. Ele disse o seu nome. Posso ver as provas? Após umas respostas. Foi um prazer! Sr. Reacher. Fizemos um trato: Te mostrava o Barr e você contava o que sabe. Sei que diz que ele matou cinco, está em coma e que a rodoviária é a min a pé daqui. Vai abandonar um amigo? Não é meu amigo. Por que ele o chamou? Pela mesma razão que matou cinco: É maluco. Espere. Não faça isso! Que coisa feia! Mesmo vindo de vocês dois! Não falem com o meu cliente sem mim. Não falamos com ele. Ele está em coma, Santo Cristo! É a advogada? Helen Rodin, Jack Reacher. Jack Reacher? Helen Rodin. É a filha do promotor. É uma boa história! Gostaria de ouvir. Como o acharam? Não pode falar com esse homem. Ele nos procurou. Foi ao promotor? A lei proíbe? Não. Vamos antes que a coisa fique feia! Diga: “Até o tribunal.” Para mim. Tchau, detetive. “Esquisito te conhecer”! O mesmo. Vamos. Então você é o Jack Reacher. E você, a filha do promotor! Por favor! Isso é legal? Felizmente. Como é? Conto após o depoimento. Não vou depor. É testemunha da defesa. Não sou. O seu amigo James acha que é. Por que dizem “amigo”? Ele o chamou, você veio. Não vim ajudá-lo, vim enterrá-lo! CONSTRUTORA BROOKSEAL Linsky. Quem é Jack Reacher? Por que é difícil achá-lo? Diria “impossível”. Por quê? Começou como um exercício e virou um vício. É um fugitivo? O meu ônibus vai sair. Seja rápida. De onde conhece o Barr? Por que o defende? Sou advogada. Um defensor público também o inocentaria. Não quero inocentá-lo, mas tirá-lo do corredor da morte. Provando insanidade? É uma opção. Irritando o seu pai. A Promotoria de Justiça toda. Porque a Promotoria nunca te deu um pônei! O Rodin nunca perdeu um caso. Sabe por quê? Ternos impecáveis! Só pega causa ganha. Como o Barão Vermelho! Todo suspeito pode confessar ou encarar a morte. Contra um promotor que nunca perde. A minha firma crê que inocentes cederam sem lutar. Compreendo. É uma idealista! Não, uma pacifista. É uma cruzada nobre! Mas é a luta errada, acredite. O James Barr é culpado. Você não viu as provas. Me garante confidencialidade? Nada do que disser aqui pode ser repetido. Entra-se nas Forças Armadas por quatro motivos: Tradição de família ou patriotas desejosos em servir, outros só para ter um emprego. E há os que querem um amparo legal para poder matar. O James Barr era um desses. Quis ser franco-atirador. Treinou muito. mil disparos por semana. A cada tiro visualizava a base do crânio de um homem no retículo. O ponto certo onde começa a medula espinhal. E visualizava os respingos rosados. Finalmente foi enviado ao Iraque. Em posição de vigilância. O dia inteiro olhando civis pela mira. Mulheres. Crianças. Todos os dias, durante dois longos anos sem autorização para dar um único tiro. Aí veio a retirada. Para ele a guerra tinha acabado. mil disparos por semana. ¼ de milhão de disparos e nem um em alvo humano. Havia passado fome, sentido falta de o a mão coçando para atirar! Imagine esse sentimento. Dias, semanas, anos. Multiplique por mil, adicione mil. Imagine uma temperatura de º e que amanhã vai para casa. Se não aliviar essa coceira agora não aliviará nunca. Precisa extravasar. Precisa de um alvo. E para ele não importava quem era. Ele encobriu bem as pistas



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