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Ele vai com aqueles homens. Vai entrar em combate. Poucos dos nossos líderes o fazem. Você fê-lo, na última guerra. A Frente Ocidental. Depois… Depois do que aconteceu na campanha turca. Mas não está certo. Não está certo. Passar a guerra inteira sentado num gabinete em Londres, mandando milhares de soldados contra o fogo inimigo com o rabiscar de uma caneta. É essa a missão de um líder político. Mas o Monty consegue ser um verdadeiro líder! Eu devia estar naqueles barcos. Na frente, com os homens. Chegar lá antes do próprio Monty. Quero contar-lhe uma história. Tem mesmo de ser? Sim. É sobre o fim da ª Guerra Bóer, em que ambos entrámos em combate. Isto tem algum propósito? . Nós, bóeres, tínhamos perdido. E coube-me a mim encontrar-me com o vosso Lord Kitchener. Para fazer a paz. Os outros comandantes ficaram furiosos. Chamaram-me cobarde. Mas eu sabia que não havia glória para nós, ou para mim, em continuar a lutar. Só nos prejudicaríamos. Smuts… Ser um grande líder nem sempre significa conquistar a glória. Às vezes temos de aceitar que não podemos comandar tudo a partir da frente. Você e eu somos como dois velhos pombinhos a mudar de penas num galho, mas ainda capazes de dar umas bicadas. Não vou dar bicadas! Vai, sim! O Eisenhower vai dar-me ouvidos. É um homem racional, íntegro. Um grande homem, creio. Winston, por favor, não seja mais um problema para ele. Quero falar com ele. Onde está o General Eisenhower? Winston. Ike. Desculpe-me por aparecer assim de repente. Queria falar-lhes dos meus planos para o Dia D. Dos seus planos? Consegui um camarote no HMS Belfast. Esse navio vai entrar em combate. Sei que não estivemos de acordo em todos os pontos desta operação, mas decerto concordaremos que é de enorme importância. Os homens têm de sentir que a nação está com eles, por isso irei. É uma brincadeira? De todo. Por amor de Deus, não pode ir. Porquê? Porque se for morto num dos meus navios, a responsabilidade é minha. O HMS Belfast não é um dos seus navios. É do rei. Deixemo-nos de minúcias. Eu aceitei-o como comandante supremo das forças britânicas envolvidas na Overlord. Mas na Marinha há quatro homens nossos por cada um dos vossos. Céus, Winston… Mas é um general americano. Não pode regular as tripulações de navios britânicos. Não quero regular os vossos malditos navios. Só estou a dizer-lhe para não ir. Sou o primeiro-ministro do Reino Unido e ministro da defesa. Irei onde quer que julgue necessário para cumprir o meu dever. Não pode amarrar-me. Amarrá-lo? Já vi isto antes, na ª Guerra. Grandes homens a lutarem a partir do conforto das suas poltronas. Não serve. Os comandantes devem ver os campos de batalha com os próprios olhos. Você não é comandante nenhum. Isto é por causa do Montgomery? Está apenas a tentar chegar às praias antes dele? Claro que não. Isso nem me ocorreu. E se for alvejado? Já estive noutras guerras. É o primeiro-ministro em exercício. Não podemos arriscar a sua vida. Estão a pedir a um quarto de milhão de jovens para arriscarem a deles. É a função deles! Não é a sua!



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