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Depois do ocorrido, todos tinham uma teoria. Uns diziam que tinha sido a oposição, outros a CIA. Outros que tinha que ver com corridas de cavalos. Droga, rapto, de tudo um pouco. Todas as teorias imediatas tinham que ver com dívidas de jogo e gangsters. O melhor amigo do Bob Marley era o grande futebolista jamaicano Skill Cole. Ele fora acusado de subornar uma corrida de cavalos e de queimar umas pessoas por uma enorme quantia de dinheiro. E ele fugiu do país. Havia tipos próximos de nós metidos nas corridas de cavalos, mas o Bob não se metia nisso. Só queria saber da música dele. Consta que Bob pagava as dívidas de Skill Cole, mas. . que falhara um pagamento e que fora essa a razão dos disps. Mas, se matassem o Bob, aí é que não receberiam o dinheiro. Outra teoria era de que, dias antes dos disps, o Bob era guardado por pessoas do PNP e que, na noite do atentado, tinham desaparecido do seu posto e deixado a casa por vigiar. Tinham sido destacados guardas para os ensaios à noite. Todas as noites dos ensaios. Exceto essa noite. Porque não foram nessa noite? Chegaram depois dos disps. Seria o PNP cúmplice da tentativa de assassinato? Às vezes, na política, uma fação ou um partido político faz tudo contra si próprio dando a entender que foi o outro lado o autor. Não fomos nós. Então, o Partido Trabalhista da Jamaica não teve nada que ver com isto? Não, também foi uma surpresa para nós. Ficámos felizes por o Bob não ter ficado gravemente ferido. Apesar de Seaga negar, havia suspeitas sobre o envolvimento do Partido Trabalhista. O Don estava em estado grave. A Rita só tinha sido ferida de raspão, mas na cabeça. O Bob foi tratado e recebeu alta. Numa entrevista no hospital, Bob Marley disse que recebera inúmeras ameaças desde o anúncio do Smile Jamaica Concert. Já tinha sido ameaçado? Já. Sabe a origem das ameaças? Não me apetece falar disso agora. No hospital, foi sugerido que o Bob fosse para Strawberry Hill, pois era resguardado. O Jeff disse: "Vamos ver o Bob a Strawberry Hill." Eu não queria chegar sem avisar, por isso, a caminho de Strawberry Hill, decidi contar ao Jeff e a vários membros da banda que o meu pai era o chefe da CIA. Foi uma surpresa para todos nós. Afinal, os membros da banda eram filhos de ministros do governo jamaicano. Depois, percebi que pertencíamos todos à mesma geração. Já não queríamos o mundo velho. Queríamos ver-nos livres da opressão. E esse era o grande fascínio do Bob. Chegámos à propriedade e alguns guardas do Bob saltaram do meio das árvores com catanas. O ambiente estava tenso e ele fora ferido. Andava muito devagar, como se estivesse exausto, como se carregasse um enorme fardo. Os rastafaris mais velhos diziam-lhe que era um sinal da Babilónia e que atuar seria muito perigoso e arriscado. O Bob não queria dar o concerto porque sabia que, com mil pessoas ali, qualquer pessoa o podia matar. Ele estava ali a refletir. Teve tempo para pensar, para digerir se queria ou não dar o concerto. Houve uma reunião em Strawberry Hill. Estavam lá umas pessoas: rastafaris mais velhos, a mulher do Bob e a família. Todos eram contra ele atuar. A Rita Marley era a principal opositora. A Rita saíra há pouco do hospital, por isso ainda tinha a cabeça ligada. Tinha um lenço, mas a ligadura estava por baixo. Senti que não tive alternativa senão levantar-me e dizer: "Bob, se não deres o concerto, as pessoas que te alvejaram vão conseguir o que queriam." O Bob olhou para mim e disse: "Nem pensar que vou para o palco sem uma metralhadora." E eu disse: "Bom, Bob, a tua guitarra é a tua metralhadora." DE DEZEMBRO DE Cinco horas após o início previsto do concerto, a estrela, Bob Marley, ainda não apareceu. Levava em conta as preocupações da Rita, mas estava a olhar para baixo pelas colinas e via o fumo e o pó a levantar-se em All Heroes Park. Depois, o chefe da Polícia e o ministro da defesa vieram assegurar ao Bob que seria seguro, se tocasse. Naquele palco, não sabíamos de onde viriam os disps. Podiam vir do PNP ou do Partido Trabalhista. Estava lá um político com uma escolta policial e o Bob também lá estar não me deixava tranquila. Era um homem cansado, que fora alvejado, com uma bala alojada no braço, e via-se que ele tomara uma decisão. A música tinha de tocar. Não se podia parar a música! Quando a música é boa, não se sente dores. Estamos a descer. A Polícia está lá e as câmaras estão prontas

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