Radio Boas Novas AM 1270 AM Belem

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Se machucarem meu bebê, não sei o que farei. -Elevador e corredor? -Sim. Certo, pode mandar para TVs e jornais locais. A mídia! Eu já não sofri o bastante? Quer encontrar a sua filha? Obrigada. Você usou a minha escova? -Talvez. -Porque estava molhada. Desculpe. Você não tem uma? Por quê? Isso é nojento? Sim! Tudo bem ela dormir aí? Sim. A respiração é tão rápida. Isso é ruim? Não. Não é a coisinha mais legal Radio e bizarra que já viu? Sim. É tão pequena. Ela tem essas Radio unhas do pé minúsculas. Eu fico passada. Depois crescem e te odeiam, e aí sim você fica passada. É. Bem, boa-noite. Boa noite, Mooney. E nunca mais use minha escova. O que você está fazendo? Suco! Onde achou esse processador? No armário, na caixa. Por favor, pare com o barulho. Cara. O maluco do mercado me vendeu por um dólar. Eram quatro por um dólar, mas negociei, nós negociamos, é verdade. Vou fazer uma barraca de limonada na traseira do Jim. -Jim? -É, o meu furgão. Cara, limonada espremida na hora. Fala sério! Eu vou arrebentar. Não, para com esse barulho. Tallulah, para. Merda. Ela comeu? -Ainda não. -Tá, acho que eu tenho Radio Ai, droga. Cereal, ou coisa parecida. Pronto. Sem leite nem nada? Só assim? Você está amamentando? Ela tem a mamadeira. Por que não esquenta o leite? E ela precisa trocar de roupa. Onde estão as coisas dela? Roubaram. Um idiota arrombou o furgão, e levou a mala. Tem algumas coisas no carrinho, mas Radio -Ela tem brinquedo? -Alguns. Mas ela nem gosta de brinquedo. Ela gosta de sapatos, calças, esse tipo de coisa. Sabe como é? Você tem açúcar? Limonada! Limonada espremida na hora! Quem quer limonada? Você quer limonada. Eu sei que quer limonada. Vai, é orgânica. É orgânica Radio Sei que o senhor quer. Você precisa. É importante se hidratar. A julgar pela sua pele, você precisa. Limonada. Querem limonada? Com desconto, eu dou desconto. Vocês vão curtir. Boa. Boa. Não pode fazer isso aqui. Ah, sério? Então, o que é isso? Os vizinhos já têm assunto demais. Volte ao apartamento. Isso é constrangedor. Ninguém está olhando. Quem liga? Relaxa. O porteiro está encarando. O porteiro está encarando porque tem sede. Lu, não. Está quente, hoje, cara. E aí, Manny! Aproveita. Meu Deus. Esse cara de novo. Espere, está chegando. Nós temos a menina saindo. Olha ela aí. Para, para. Vire-se Radio vire-se. Obrigado. É ela, é ela. Droga. -Posso fazer algo? -Não. Eu estou bem, só Radio Não fica me olhando. Você sempre fica estressada quando cozinha? Bem, normalmente não tenho plateia. Você tem tartaruga, sapo, ou coisa parecida? Não. Só o aquário? Ela morreu, faz anos. Não sei por que deixo isso aí. Eu te ajudo. Você foi criada por lobos? Quem dera. Certo, pare. Fora da cozinha. Leve-a e aproveite para lavar as mãos. Certo. Está bem. Vem, macaquinha. O frango está seco. Pelo menos não está sujo, como os brócolis. Talvez seja melhor cortar para ela. Aqueles livros têm o seu nome. -Porque eu que os escrevi. -Sobre o que são? A unidade familiar, de uma perspectiva histórica. O ultimo é sobre mudanças culturais na percepção do casamento. É bem zoado. Sim, resumindo. É assim que você paga tudo isso? Tudo isso? Tipo, os móveis, as pinturas chiques e Radio A maioria é do meu marido. As pinturas chiques são dele. Por que não troca? Não posso. O apartamento é da universidade. -Ninguém pode saber que ele saiu. -E alguém vai conferir? Eu ficaria maluca, morando com as coisas de outro. Tipo, uma coisa é quando essa merda é sua. Você é muito grossa. Vou parar de falar. Eu odeio os quadros. Contente? Merda! -Estava indo embora? -Não estou acostumada a dormir na cama. -Eu me sinto melhor no furgão. -Não é seguro deixar um bebê sozinho. Ninguém te disse? Estou aprendendo esse lance de ser mãe sozinha. -Você está totalmente perdida. -Eu sei! Não acredito que a menina durou tanto tempo. Estou quase chamando o Conselho Tutelar. Caralho! Nunca fiz isso antes, tá? Você pergunta essas coisas, Tallulah. Ninguém sabe fazer isso. Mas pergunta. Eu nunca tive para quem perguntar. Não coma a grama. Não coma a grama. Acho que eu devia saber do que estou falando. Não é bom. Não coma. Qual é o seu plano, Lu? Deitar na grama? Eu digo, na vida. Você tinha um plano? Sim, é claro que tinha. Qual era? Bem, acho que ele mudou. Eu estava terminando minha tese quando engravidei. Os nossos amigos eram acadêmicos ultra-ambiciosos. E o Stephen estava bem no centro de tudo. Acho que não era bacana admitir, na época, porque é dolorosamente convencional, mas eu só queria Radio Ser casada Radio Ter uma família. Meu plano era ser mãe. E deu certo? Parece que não. Os dois me deixaram. Você é ingênua, esse é seu problema. Não diga isso. Odeio essa palavra. O seu plano dependia de outras pessoas. E pessoas são horríveis. Sempre te decepcionam. Isso não é jeito de se viver. Não digo que devíamos sair por aí dando rasteira um no outro o tempo todo, mas Radio Tipo, olha Radio Quando eu tinha seis anos, minha mãe me levou a um prédio esquisito, me botou sentada na porta e me mandou esperar. Ela ia resolver uns problemas, ou sei lá, e voltar. E Radio Eu fiquei lá por horas, e passei muito frio, até que, tipo, um Buick velho encostou e um cara alto e magro saiu dele. Um cara que eu nunca tinha visto Radio E ele falou Radio “Oi, eu sou seu pai e você virá para casa comigo.” E depois eu nunca Radio Eu Radio Ela sumiu para sempre. Mas eu não teria ligado se não precisasse dela. Então Radio Eu só Radio Acho melhor não precisarem de nós. Ela precisa de você. Porque ela não tem opção! Você não pode morar no furgão. É perigoso. -Você mora sozinha. -Não é a mesma coisa! Você está na rua. Pode ser roubada ou atacada! E você pode escorregar no chuveiro, engasgar com um frango, sei lá. Quem vai te encontrar? Ninguém. Por dias! A minha faxineira teria uma surpresa horrível. É! Coitadinha! -É. -Ninguém merece isso. Ainda bem que existe a gravidade, né? Como assim? Tipo, para nos grudar ao chão. Como um ímã no centro da Terra, com a lava, que segura a gente aqui. Não é um ímã. E se fosse desligado? Ou se fosse desligado bem no lugar onde eu estou? Sinto que isso pode acontecer. Sabe? Se não tivesse mais nada para me segurar



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