Radio Nova Alianca AM 710

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Muitas moscas cobriam as crianças, algumas das quais estavam nuas. Quase todos estavam chorando ou gemendo. O odor era insuportável. No caso mencionado, foram tomadas medidas contra mulheres e crianças, que não eram diferentes das atrocidades cometidas pelo inimigo”. Groscurth insiste em que o Quartel General do º Exército tome uma decisão. “Vão mesmo assassinar as crianças que estão trancadas sem provisões?” São feitas conversações. Foi dado um prazo a Groscurth. Agora a decisão está nas mãos de Walther von Reichenau, Comandante em Chefe do º Exército. Matar crianças pequenas não é problema para ele. Envia uma ordem a Groscurth por escrito. “Eu decidi, por uma questão de princípios, que uma vez que se inicia uma ação deste tipo, deve-se executá-la convenientemente”. Todas as crianças são assassinadas. Pouco depois, Reichenau emite uma ordem sobre a conduta das tropas nos territórios do Leste. Fala de uma guerra de aniquilação, da ameaça asiático-judia, e do impiedoso extermínio da traição estrangeira. Feias palavras que produziram feias consequências. Nos registros das unidades do º Exército, no período posterior os efeitos desta ordem são especialmente evidentes. Depois da Ordem de Reichenau, houve um aumento dramático de execuções de civis e partisans, por parte das unidades do º Exército. Naõ se sabe quantos soldados do front sabiam das ações dos esquadrões de execução, sem dúvida, fora a Ordem de Reichenau, há tantas execuções e tantas vítimas, que é impossível mante-las em segredo. Com o massacre das crianças em Bila Tserkva, e a provocadora ordem que se seguiu, Reichenau distinguiu-se como um fiel nazista. Em meses sobe para Comandante em Chefe do Grupo de Exército Sul, aparentemente, de novo com o apoio de Hitler. O avanço rumo ao leste continua. O º Exército marcha até o Volga e o º Exército se dirige ao sul, até a Crimeia. Dietrich von Choltitz é coronel no º Exército. Nascido numa fazenda da Silesia, entrou na academia de cadetes com a idade de anos. Será capturado em agosto de . Choltitz era certamente um general muito capacitado, que subiu rapidamente. Um soldado do front, que havia estado nas linhas de frente desde e havia lutado ali com êxito, um homem que mostrava uma capacidade de reflexão notável. Mas tinha um mal gênio e estava convencido de sua própria importância. Isto logo o tornou impopular entre os seus colegas em Trent Park. Ninguém queria se envolver com ele. Como muitos outros generais em detenção britânica, falava quase compulsivamente sobre os crimes que havia presenciado. No final da campanha na Crimeia, o Coronel von Choltitz, mais tarde promovido a general, voltou brevemente à Alemanha. A caminho de casa, experimentou algo que ainda continua em sua mente anos depois. Cheguei um dia, pouco depois da queda de Sebastopol, o comandante da base veio até mim e pude ouvir disparos. “Estão treinando?”, perguntei. E ele disse: “Pelo amor de Deus! Não posso falar aqui. Estão matando judeus durante dias.” A península da Crimeia tem um papel importante na obsessão racial de Hitler. Já que outrora, no passado, uma tribo alemã, os godos, havia se estabelecido aqui. Agora, a maioria dos grupos étnicos da região devem ser deportados, e os judeus devem ser executados. Nas gravações do Serviço Secreto Britânico, von Choltitz se inculpa seriamente. A missão mais difícil que já realizei, com toda eficácia, devo acrescentar, foi a eliminação de judeus. Cumpri esta missão com convicção definitiva. Havia uma próspera comunidade judia na cidade portuária de Sebastopol. Assim que os alemães ocupam a cidade, o Grupo Especial “D” das SS, inicia a perseguição aos judeus, frequentemente com apoio da Wehrmacht. O prédio em que vivíamos era muito internacional. Ali viviam judeus e gregos, todas as nacionalidades imagináveis. Eu me dava bem com uma família, cujo filho ia à escola comigo. Seu sobrenome… seu nome era Jakov e seu sobrenome era Treyvas. Éramos do mesmo ano, ele e eu, mas éramos de classes diferentes. Bem… quando os alemães chegaram colocaram anúncios em toda parte. Sem se importar com idade ou ocupação, todos os judeus tinham que se apresentar no escritório do comandante de imediato. Aquele era o lugar onde reuniram os judeus e os levaram para executar. “Eu vou lhe esconder”, eu lhe disse. Mas ele disse “Não, vou ficar com meus pais. Não vou abandoná-los.” Jakov não sobreviveu. O historiador Norbert Kunz estudou os eventos na Crimea, durante a guerra. Antes da invasão alemã, viviam uns . judeus na Crimea. Contudo, a maioria conseguiu escapar antes da chegada dos alemães. Outros judeus chegaram à Crimea procedentes de Odessa. Agora sabemos, de várias fontes estatísticas, que um máximo de . judeus do leste da Europa junto com . Krimchaks, que contavam como judeus, mais uns judeus das montanhas e . ciganos, ficaram na Crimea, foram capturados, e não sobreviveram até o final da ocupação alemã, em . Poucos dos lugares de execução são conhecidos hoje. No que se refere ao assassinato de judeus, é indiscutível que a maioria daqueles crimes foram cometidos pelas SS Einsatzgruppen. Mas, sem a Wehrmacht estes crimes não teriam sido possíveis em tal escala. A Wehrmacht apoiou o Holocausto, tanto passiva como ativamente. Sem eles, o genocídio não teria ocorrido. Muitos sabiam ou participaram dos assassinatos em massa. Depois, ninguém gosta de recordar estas atrocidades. Porém, as teorias racistas ainda dão forma à sua maneira de pensar. Pouco antes do final da guerra, o Tte. General Heinrich Kittel, dá um exemplo perfeito. Oh, bem… os judeus eram a praga do leste. Tinham que ser levados a algum lugar onde pudessem fazer algo útil. A propósito, qualquer conhecimento que eu possa ter sobre isto… vou manter a boca fechada o quanto puder. Até que me levem a julgamento. Na pequena cidade de Krupki, na Rússia Branca, unidades da Wehrmacht tomam parte nos assassinatos de judeus. Um ex-soldado de infantaria recorda. Na noite anterior, nosso líder de pelotão, o tenente Heider, ou Heiber, qualquer coisa assim, veio e nos disse: “Rapazes, amanhã teremos um trabalho duro.” “Se não querem fazê-lo não são obrigados.” Ninguém disse:



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